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Sistema de travagem
OBJECTIVO
Verificar o sistema de travagem do veículo.
MÉTODO
O sistema de travagem é verificado visualmente e com o auxilio dos seguintes equipamentos de medição:
Frenómetro de rolos
Desacelarógrafo
Equipamento de “rolos livres”
Frenómetro de rolos
O frenómetro mede em contínuo as forças de travagem (F), e simultaneamente, as forças verticais aplicadas pelo veículo sobre o frenómetro. No momento em que os eixos do veículo se apoiam sobre o frenómetro, o sistema de pesagem avalia o peso estático e, durante o ensaio, determina o peso dinâmico, registando o seu valor no momento em que as forças de travagem são máximas.
O valor das forças de travagem pode ser influenciado por diferentes factores, tais como a velocidade, o piso, os pneus, a temperatura e outros.
Desaccelerógrafo
É justificado o uso do desacelerógrafo apenas nos casos em que, devido ás características dos veículos, não seja exequível o ensaio no frenómetro.
INSPECÇÃO
MÉTODOS DE ENSAIO
Esta inspecção é realizada por meio de um frenómetro ou dispositivo adequado, onde se verificará cada um dos eixos do veículo, comprovando:
A força de travagem das rodas.
O desequilíbrio das forças de travagem entre as rodas de um mesmo eixo.
A progressão não gradual.
O atraso anormal no funcionamento dos travões em qualquer uma das rodas.
A variação das forças de travagem de uma das rodas devido à ovalização dos tambores ou deformações em discos
A existência de forças de travagem sem acção sobre o pedal do travão
A eficácia
Travão de estacionamento
Esta inspecção realiza-se no frenómetro ou dispositivo adequado. Verifica -se no mesmo cada um dos eixos do veículo sobre os quais o travão de estacionamento actua, comprovando:
A sua eficiência.
A colocação do trinque do travão de estacionamento.
Existe desgaste excessivo do eixo da alavanca ou do mecanismo de trinque.
O curso excessivo e folgas laterais da alavanca
PEDAL DO TRAVÃO
Mediante inspecção visual e pisando várias vezes no pedal do travão, verifica-se:
O movimento e curso do pedal.
O revestimento anti deslizante.
O estado.
TUBOS DOS TRAVÕES RÍGIDOS E FLEXIVEIS
Método
Mediante inspecção visual, se comprovará se:
Estão defeituosos, danificados ou excessivamente corroídos.
Existem perdas nos tubos ou nas conexões com os manguitos.
A sua fixação é correcta.
Se a colocação pode afectar a sua integridade.
CINTAS E CALÇOS
Geral
Ao não estar autorizada a desmontagem das rodas para realizar esta verificação, pode ser impossível efectuá-la mediante inspecção visual. Contudo, nos casos em que o desgaste dos ferodos das maxilas não possa comprovar-se de fora ou debaixo do veículo, podem ser usadas as informações dos dispositivos acústicos ou ópticos que avisem o condutor quando tem de substituir o ferodo.
Método
Mediante inspecção visual, se verifica-se (nos casos em que é possível) se:
Os ferodos de travão apresentam desgaste excessivo.
Os ferodos de travão apresentam impregnação de óleo, sujidade, etc.
O sinal de aviso, ao accionar o contacto, não permanece ligado, sempre que o travão de estacionamento não está accionado.
TAMBORES E DISCOS
Método
Mediante inspecção visual, verifica-se (nos casos em que é possível) se:
Os discos e/ou de calços estão desgastados excessivamente na sua superfície activa, estão gretados ou partidos.
Os discos e/ou tambores estão impregnados de óleo, sujidade, etc.
Os suportes são seguros.
CABOS, ALAVANCAS E LIGAÇÕES
Método
Mediante inspecção visual, verificar se:
O estado dos cabos, defeituosos, enrolados, desfeitos, desgastados ou corrosão excessiva.
Se as uniões com os cabos ou alavancas estão defeituosas.
Se existe qualquer restrição ao funcionamento livre do sistema de travões.
O aparecimento de qualquer movimento anormal das alavancas, ou ligações que indique uma desafinação ou desgaste excessivo.
CILINDROS DO SISTEMA DE TRAVAGEM
Método
Mediante inspecção visual, verificar:
Estão fendidos, defeituosos ou apresentam corrosão excessiva.
A sua montagem é insegura ou inadequada.
O percurso da haste do cilindro é excessivo.
Se há danos excessivos ou percas da guarda de protecção contra o pó.
COMPENSADOR AUTOMÁTICO DE TRAVAGEM EM FUNÇÃO DA CARGA
Geral
Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões, embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se indica.
Método
Mediante inspecção visual, verificar (naqueles casos em que seja possível):
Sua ligação.
O funcionamento.
Se está apertado ou inoperativo.
AJUSTADORES DE CARGA AUTOMÁTICO
Geral
Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se indica.
Método
Mediante inspecção visual, verificar se é possível:
Que não apresentem tensão ou movimento anormal.
Um desgaste excessivo ou um ajuste defeituoso.
Se o seu funcionamento é adequado.
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